
{"id":72,"date":"2012-06-14T15:38:48","date_gmt":"2012-06-14T18:38:48","guid":{"rendered":"http:\/\/www.imigracaojaponesa.com.br\/imigracaojaponesa2012\/?page_id=72"},"modified":"2012-08-31T18:26:27","modified_gmt":"2012-08-31T21:26:27","slug":"citacoes-em-jornal-da-epoca","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/www.imigracaojaponesa.com.br\/index.php\/nossa-historia\/citacoes-em-jornal-da-epoca\/","title":{"rendered":"Cita\u00e7\u00f5es em jornais da \u00e9poca"},"content":{"rendered":"<p><strong><span style=\"text-decoration: underline;\">Alguns t\u00f3picos sobre a Imigra\u00e7\u00e3o Japonesa no Brasil<\/span><\/strong><\/p>\n<p>Na cole\u00e7\u00e3o Affonso Penna Junior da Biblioteca do Minist\u00e9rio da Justi\u00e7a \/ Bras\u00edlia, h\u00e1 um livro &#8211;\u00a0<em>&#8220;A Immigra\u00e7\u00e3o Japoneza para a Baixada do Estado do Rio de Janeiro&#8221;<\/em>\u00a0&#8211; autor: Nestor Ascoli &#8211; edi\u00e7\u00e3o da &#8220;Revista\u00a0de Lingua Portuguesa&#8221; &#8211; Rio de Janeiro &#8211; 1924.<\/p>\n<p>Ele cont\u00e9m o parecer, de 30\/10\/1909,\u00a0do relator\u00a0&#8211; deputado Dr. Nestor Ascoli &#8211; da\u00a0<em>&#8220;Comiss\u00e3o de Justi\u00e7a, Legisla\u00e7\u00e3o e Instruc\u00e7\u00e3o Publica&#8221;<\/em>\u00a0da Assembl\u00e9ia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro, aprovado por unanimidade, recomendando a anu\u00eancia daquela C\u00e2mara\u00a0ao contrato de 1 de novembro de 1907, firmado entre o Governo do Estado do Rio de Janeiro e os Srs. Rio Midzuno e Raphael Monteiro. Tal contrato visava a funda\u00e7\u00e3o de n\u00facleos coloniais de japoneses na Baixada Fluminense.<\/p>\n<p>Em confer\u00eancia realizada em 20\/09\/1924, no sal\u00e3o de honra da Escola Normal de Niter\u00f3i \/ RJ, o\u00a0Dr. Nestor Ascoli, reiterando seu parecer,\u00a0anexou diversos artigos da imprensa da \u00e9poca, mostrando qu\u00e3o \u00fatil, para o Brasil, se mostrava\u00a0a labuta dos imigrantes japoneses em outras regi\u00f5es do pa\u00eds.<\/p>\n<h3>Entre outros, o relator cita:<\/h3>\n<p>1)\u00a0<em>&#8220;A Coloniza\u00e7\u00e3o Japoneza&#8221;<\/em><em>\u00a0<\/em>&#8211; carta do Sr. M.O. Gon\u00e7alves Pereira, Ministro do Brasil no Jap\u00e3o e na China &#8211; publicada no\u00a0<em>&#8220;Jornal do Commercio&#8221;<\/em><em>\u00a0<\/em>do Rio de Janeiro em 05\/05\/1912<br \/>\nEle menciona:\u00a0<em>&#8220;E al\u00e9m de todas estas manifesta\u00e7\u00f5es &#8230; affirmaremos ainda que n\u00e3o existe, em nossa opini\u00e3o, um povo &#8211; e referimo-nos \u00e0 massa popular &#8211; mais comedido, mais trabalhador, mais sobrio, mais disciplinado e em que mais em destaque\u00a0sobressaiam a considera\u00e7\u00e3o e o respeito mutuos do que no Japonez.<br \/>\n<\/em><em>\u00c9 o Jap\u00e3o um paiz admiravel, at\u00e9 pelas suas bellezas naturaes, e em pleno periodo de ascen\u00e7\u00e3o. Muito ha que aprender dos Japonezes.&#8221;<\/em><\/p>\n<p>2)\u00a0<em>&#8220;O Trabalho Japonez em S\u00e3o Paulo&#8221; &#8211;<\/em><em>\u00a0<\/em>artigo do Sr. Conselheiro Antonio Prado, no\u00a0<em>&#8220;O Estado de S\u00e3o Paulo&#8221;<\/em><em>\u00a0<\/em>de 10\/01\/1918.<br \/>\nEle diz:\u00a0<em>&#8220;Deve-se ao Dr. Carlos Botelho, quando Secretario da Agricultura, na administra\u00e7\u00e3o do Dr. Jorge Tibiri\u00e7\u00e1, em 1908, a introduc\u00e7\u00e3o do colono japonez em S\u00e3o Paulo. S\u00e3o importantissimos os servi\u00e7os que, desde essa data, o trabalho japonez vem prestando \u00e0 nossa lavoura cafeeira.<br \/>\n<\/em><em>Dos 19.484 Japonezes introduzidos at\u00e9 hoje, 17.835 est\u00e3o localisados nas fazendas de S\u00e3o Paulo e 1.500 trabalham na lavoura por conta propria, j\u00e1 tendo adquirido 8.000 alqueires de terra. At\u00e9 hoje apenas 57 Japonezes voltaram para o Jap\u00e3o.&#8221;<\/em><\/p>\n<p>3) Artigo\u00a0<em>do &#8220;Jornal do Commercio<\/em>&#8221; de 24\/04\/1919.<br \/>\nEscreve<em>:\u00a0 &#8220;N\u00e3o tem faltado quem impugne a coloniza\u00e7\u00e3o\u00a0nipponica, sob o fundamento de que degeneraria ella na forma\u00e7\u00e3o de blocos inassimilaveis de popula\u00e7\u00e3o, que depois nos trariam dissabores. O que se v\u00ea, entretanto, n\u00e3o \u00e9 justamente isso. Se fosse o Japonez o que delle se assoalha, o primeiro gesto seu seria o de criar escolas proprias, com professores\u00a0seus, sob o regimen do\u00a0idioma de origem. Isso n\u00e3o acontece. Desejosos de civiliza\u00e7\u00e3o e progresso, os Asiaticos, da Noroeste, querem-na levada por n\u00f3s, com as escolas nossas e nossa lingua. O facto merece, com este especial registro, a mais ampla divulga\u00e7\u00e3o. \u00c9 argumento de for\u00e7a nos debates que ainda se travam. Resta que, sabendo aproveitar t\u00e3o favoraveis disposi\u00e7\u00f5es, n\u00e3o nos descuidemos de lhes proporcionar o ambicionado instrumento de cultura e adapta\u00e7\u00e3o nacionaes.&#8221;\u00a0<\/em><\/p>\n<p>4)\u00a0<em>&#8220;O Japonez no Estado de Matto-Grosso&#8221; &#8211; extracto de uma das &#8220;Cartas Matto-Grossenses&#8221;, publicada no jornal &#8220;O Paiz&#8221;<\/em><em>\u00a0<\/em>do Rio de Janeiro, em 11\/01\/1920.<br \/>\nDiz:\u00a0<em>&#8220;O centro dessa aben\u00e7oada zona do Estado de Matto-Grosso, outro n\u00e3o podia ser, sen\u00e3o mesmo a Cidade de Campo Grande. Pois bem, para essas terras est\u00e1 convergindo a immigra\u00e7\u00e3o europeia e asiatica, com especialidade a japoneza. Essa coloniza\u00e7\u00e3o parece adaptar-se admiravelmente ao nosso Paiz, da mesma forma como se firmaram entre n\u00f3s a allem\u00e3 e a portugueza. Trabalhadora, hygienica, alheia \u00e0s paix\u00f5es politicas locaes, \u00e9 de todo progressista. N\u00e3o ha uma s\u00f3 pessoa no Estado de Matto-Grosso que se manifeste contra ella, muito ao contrario, todos que, com a mesma lidam, tecem-lhe os maiores encomios. E raz\u00e3o de sobra para isso t\u00eam, pois, certos e determinados pontos do Estado, onde n\u00e3o havia um s\u00f3 legume, mas s\u00f3 hervas das muitas procuradas, e que entretanto agora, depois da vinda dos Japonezes, se acham perfeitamente bem providos desses indispensaveis elementos de nutri\u00e7\u00e3o, que tanta falta faziam a regi\u00f5es, com essas, onde a temperatura \u00e9 alta demais e a alimenta\u00e7\u00e3o de carne verde chega \u00e0s raias do abuso.&#8221;<\/em><\/p>\n<h3>Meus coment\u00e1rios:<\/h3>\n<p>&#8211; para maior fidelidade aos originais, reproduzimos os textos na ortografia da \u00e9poca;<br \/>\n&#8211;\u00a0o governo do\u00a0Presidente Affonso Penna acertou em cheio ao autorizar a primeira imigra\u00e7\u00e3o japonesa no Brasil. Os filhos do Sol Nascente provaram, com sua habilidade, inicialmente na agricultura de gr\u00e3os, hortali\u00e7as e legumes, que corresponderam aos objetivos daquele governo.<\/p>\n<p>Autor: Eng\u00ba Affonso Augusto Moreira Penna, bisneto do Presidente Affonso Penna.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Alguns t\u00f3picos sobre a Imigra\u00e7\u00e3o Japonesa no Brasil Na cole\u00e7\u00e3o Affonso Penna Junior da Biblioteca do Minist\u00e9rio da Justi\u00e7a \/ Bras\u00edlia, h\u00e1 um livro &#8211;\u00a0&#8220;A Immigra\u00e7\u00e3o Japoneza para a Baixada do Estado do Rio de Janeiro&#8221;\u00a0&#8211; autor: Nestor Ascoli &#8211; edi\u00e7\u00e3o da &#8220;Revista\u00a0de Lingua Portuguesa&#8221; &#8211; Rio de Janeiro &#8211; 1924. 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