
{"id":498,"date":"2016-03-21T20:09:48","date_gmt":"2016-03-21T23:09:48","guid":{"rendered":"http:\/\/www.imigracaojaponesa.com.br\/?p=498"},"modified":"2023-01-05T18:43:10","modified_gmt":"2023-01-05T21:43:10","slug":"chuyu-nakanishi","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.imigracaojaponesa.com.br\/index.php\/chuyu-nakanishi\/","title":{"rendered":"Chuyu Nakanishi, de Ishikawa para Caraguatatuba"},"content":{"rendered":"<div id=\"attachment_501\" style=\"width: 218px\" class=\"wp-caption alignright\"><a href=\"http:\/\/www.imigracaojaponesa.com.br\/wp-content\/uploads\/2016\/03\/chuyu-nakanishi-1937-marilia.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-501\" class=\"size-medium wp-image-501 \" src=\"http:\/\/www.imigracaojaponesa.com.br\/wp-content\/uploads\/2016\/03\/chuyu-nakanishi-1937-marilia-208x300.jpg\" alt=\"chuyu nakanishi 1937 marilia\" width=\"208\" height=\"300\" srcset=\"https:\/\/www.imigracaojaponesa.com.br\/wp-content\/uploads\/2016\/03\/chuyu-nakanishi-1937-marilia-208x300.jpg 208w, https:\/\/www.imigracaojaponesa.com.br\/wp-content\/uploads\/2016\/03\/chuyu-nakanishi-1937-marilia.jpg 540w\" sizes=\"(max-width: 208px) 100vw, 208px\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-501\" class=\"wp-caption-text\">Chuyu Nakanishi \u00e0 direita da foto, em Mar\u00edlia, 1937<\/p><\/div>\n<p>Nascido em 22 de setembro de 1910 na cidade de Iburihashi (hoje Kaga), prov\u00edncia de Ishikawa, sua fam\u00edlia possu\u00eda uma ind\u00fastria t\u00eaxtil, que havia falido, e seu pai resolveu migrar para o Brasil. Chuyu estava na casa do seu tio em Kobe, quando recebeu a not\u00edcia e voltou correndo para sua casa. Espantosamente, sua m\u00e3e estava com uma boa fisionomia apesar de que iriam enfrentar uma longa viagem a um pa\u00eds desconhecido.<\/p>\n<p><strong>A emigra\u00e7\u00e3o da fam\u00edlia Nakanishi para o Brasil<\/strong><\/p>\n<p>As condi\u00e7\u00f5es de trabalho pareciam boas. A fam\u00edlia ficaria um ano como colono numa fazenda de caf\u00e9 e depois estaria livre para adquirir e cultivar sua pr\u00f3pria terra. Seu pai esperava morar no Brasil por 10 anos e retornar. Chuyu, entretanto, como estava na idade certa, havia feito o alistamento militar e, dentre 50 candidatos, foi um dos tr\u00eas selecionados como soldado de classe A. Isso deveria ser uma honra, mas seu pai n\u00e3o ficou feliz. O motivo \u00e9 que seu irm\u00e3o Saburo tinha apenas 14 anos e os demais 4 irm\u00e3os eram ainda mais novos, em idade insuficiente para ajudar na agricultura.<\/p>\n<p>Assim, seus pais e irm\u00e3os partiram em 10 de maio de 1930 do Porto de Kobe para Santos, deixando somente Chuyu no Jap\u00e3o. No mesmo navio, de Ishikawa, embarcaram a fam\u00edlia Ogawa (de Iburihashi) e a fam\u00edlia Sugieda (de Hakui).<\/p>\n<p>At\u00e9 o ingresso no servi\u00e7o militar, que se daria no dia 10 de janeiro de 1931, Chuyu ajudou na firma do seu tio de Kobe e depois foi trabalhar como tempor\u00e1rio numa empresa junto com um outro tio. Depois, foi admitido na 7\u00aa tropa do ex\u00e9rcito de Kanazawa e cumpriu o servi\u00e7o militar durante dois anos.<\/p>\n<p><strong>Preparando a viagem solit\u00e1ria para o Brasil<\/strong><\/p>\n<p>Chegando pr\u00f3ximo da data de embarque ao Brasil, foi visitar pessoas e locais conhecidos. Primeiro visitou o Jinja (templo xinto\u00edsta) e o Joshoji (templo budista de Iburihashi) e a escola prim\u00e1ria. Na \u00e9poca, havia 380 casas em Iburihashi e Chuyu resolveu ir se despedir em todas elas, tarefa que lhe tomou dois dias. O navio partia de Kobe, que estava a nove horas de Iburihashi viajando de trem. Chuyu saiu no trem noturno e seus parentes e amigos vieram se despedir na esta\u00e7\u00e3o. No templo de Ise, em Mie, que havia visitado pouco tempo antes, prometeu retornar depois de 20 anos, mas n\u00e3o havia nada certo naquele momento, s\u00f3 incertezas.<\/p>\n<p>Ap\u00f3s passar por Kyoto ao amanhecer, o trem chegou \u00e0 esta\u00e7\u00e3o Sannomiya, em Kobe. Foi direto para a hospedaria dos imigrantes. Foi encaminhado ao quarto, que lhe pareceu um alojamento militar. Havia fam\u00edlias com muitas crian\u00e7as. Embarcariam no pr\u00f3ximo navio cerca de 800 pessoas. Como estava sozinho, sem haver o que fazer, resolveu dar uma volta do lado de fora. Nos dois lados da rua havia lojas de produtos para os emigrantes, como roupas e miudezas, e at\u00e9 livraria e loja de instrumentos musicais.<\/p>\n<p>No segundo dia na hospedaria houve um chamado para que os chefes de fam\u00edlia comparecessem ao sal\u00e3o principal. Houve explica\u00e7\u00f5es sobre os procedimentos de embarque, cuidados dentro do navio, obedi\u00eancia aos hor\u00e1rios quando do desembarque em portos pelo caminho, e explica\u00e7\u00f5es gerais sobre o Brasil. Independente da idade, todos receberam 50 ienes de ajuda de custo. Chuyu, que n\u00e3o esperava isso, ficou feliz. Houve explica\u00e7\u00f5es sobre o uso de dinheiro durante a viagem e ao desembarcar no Brasil. Disseram que, para quem n\u00e3o tem necessidade de portar dinheiro, depositar no Banco de Yokohama era uma op\u00e7\u00e3o segura. Pensando nos pais e irm\u00e3os que viu partir tr\u00eas anos antes, resolveu comprar um toca-discos, que custou 12 ienes. Com os 38 ienes restantes, comprou 30 discos. M\u00fasicas infantis, m\u00fasicas populares, m\u00fasicas folcl\u00f3ricas, recital de poemas, soprano, tenor e narra\u00e7\u00f5es de filmes foram os escolhidos.<\/p>\n<p><strong>A longa viagem de 58 dias para o Brasil<\/strong><\/p>\n<p>Cincos dias se passaram num piscar de olhos. No dia da partida, formou-se uma longa fila para embarque. O tio de Kobe veio sozinho na despedida. As fitas de despedida ocuparam toda largura da embarca\u00e7\u00e3o. Familiares gritavam \u201cGenki de! Sayonara!\u201d. Quando come\u00e7aram a entoar a m\u00fasica \u201cHotaru no Hikari\u201d, o navio come\u00e7ou a se afastar do porto. Foi a despedida do Jap\u00e3o para um futuro incerto, deixando para tr\u00e1s as lembran\u00e7as da inf\u00e2ncia, da escola, dos amigos do ex\u00e9rcito e dos familiares. As outras pessoas no conv\u00e9s observavam as montanhas ficarem cada vez menores com l\u00e1grimas nos olhos.<\/p>\n<p>Chuyu foi ver seu quarto que ficava na terceira classe. Havia uma grande mesa no meio e beliches nos dois lados. \u201cA fam\u00edlia do sr. Murakami, que teria sido chefe da esta\u00e7\u00e3o de Ishinomaki (Miyagi) ocupou uma parte, e al\u00e9m de mim havia sete jovens solteiros. Um dos jovens era Urakawa, de Fukuoka, que era o encarregado do transporte daquele navio. Ele tamb\u00e9m estava migrando. A primeira parada foi em Cingapura, onde permaneceram por dois dias e puderam conhecer um pouco o lugar.<\/p>\n<p>Como os colegas de quarto souberam que ele tinha um toca-discos, pediram para tocar alguma coisa. Depois, as filhas do sr. Murakami cantaram duas m\u00fasicas. O som ecoou pelos corredores e atraiu outras pessoas, principalmente crian\u00e7as, que vinham ouvir m\u00fasicas todos os dias.<\/p>\n<p>No alto-falante foi anunciada a travessia da linha do Equador, e tamb\u00e9m, pelo mesmo equipamento, ouviu-se quando se deu a submers\u00e3o de uma crian\u00e7a falecida a bordo. Apenas um sinal (pooo) e o corpo foi lan\u00e7ado \u00e0s \u00e1guas e desapareceu em menos de um minuto. Foi um momento de muita tristeza.<\/p>\n<p>O navio seguiu viagem passando por Mombassa, Zanzibar, Louren\u00e7o Marques, Durban e Port Elizabeth para descarregar e carregar mercadorias. Quando estava na costa africana, o seu colega Urakawa pediu-lhe um favor. Urakawa tinha 27 anos e estava viajando sozinho, por\u00e9m, soube que seria mais f\u00e1cil arrumar emprego se estivesse casado. Conheceu uma mo\u00e7a no navio, conversou com os pais dela, o diretor do navio concordou, e ele queria casar com aquela mo\u00e7a a bordo, na sala do capit\u00e3o. O problema era o custo de 30 ienes, que Urakawa tinha, mas que teria que guardar para as primeiras provid\u00eancias ap\u00f3s o desembarque. Como seu pai viria busc\u00e1-lo em Santos, Chuyu sabia que n\u00e3o precisaria se preocupar com dinheiro, e assim decidiu emprestar o valor para o colega, que prometeu devolver no Brasil. Em 1936, quando Chuyu morava em Mar\u00edlia, um conhecido veio entregar-lhe 150 mil r\u00e9is, que correspondia aos 30 ienes emprestados. Urakawa morava na regi\u00e3o de Bauru e era professor de japon\u00eas, mas os dois amigos nunca mais se encontraram.<\/p>\n<p><strong>O pai de Chuyu foi busc\u00e1-lo no Porto de Santos<\/strong><\/p>\n<p>A embarca\u00e7\u00e3o chegou ao Cape Town, e ap\u00f3s, dois dias, partiu rumo a Santos, trecho que deve ter levado uma semana. A viagem toda durou 58 dias. Seu pai foi busc\u00e1-lo no Porto de Santos. O ano era 1933. H\u00e1 tr\u00eas anos, no Jap\u00e3o, seu pai era gordo, mas em Santos estava bem mais magro. Ap\u00f3s pegar a bagagem, a maior parte dos passageiros pegou o trem para a hospedaria dos imigrantes, no Br\u00e1s, em S\u00e3o Paulo, enquanto Chuyu e seu pai pegaram uma carro\u00e7a puxada a cavalo para irem at\u00e9 a esta\u00e7\u00e3o de trem a dois quil\u00f4metros do Porto. Era o ponto inicial da linha Juqui\u00e1, de onde iriam at\u00e9 a esta\u00e7\u00e3o Alecrim, a 110 km de Santos. A partir dessa esta\u00e7\u00e3o havia mais 8 km at\u00e9 a casa (atual munic\u00edpio de Toledo). A bagagem foi despachada em Santos e os dois pegaram o trem s\u00f3 com a bagagem de m\u00e3o. Foi a primeira viagem de trem no Brasil, mas n\u00e3o viu diferen\u00e7a com o similar japon\u00eas, apenas constatou que fagulhos de brasa entravam pela janela. Soube ent\u00e3o que a composi\u00e7\u00e3o utilizava lenha e n\u00e3o o carv\u00e3o mineral. Como j\u00e1 era tarde, os dois se hospedaram numa pens\u00e3o perto da esta\u00e7\u00e3o Alecrim, que no dia seguinte, seu irm\u00e3o viria peg\u00e1-los.<\/p>\n<p>No dia seguinte, bem cedo, foram at\u00e9 a esta\u00e7\u00e3o apanhar a bagagem despachada, que chegou sem problemas. Ao redor da esta\u00e7\u00e3o havia lojas de produtos aliment\u00edcios, farm\u00e1cia, padaria, papelaria e utilidades dom\u00e9sticas, num total de 30 ou 40 casas. Seu irm\u00e3o Saburo chegou trazendo um burro. Ele tinha 16 anos, mas j\u00e1 era forte e mais alto que Chuyu. Em casa, sua m\u00e3e, uma irm\u00e3 e mais tr\u00eas irm\u00e3os estavam \u00e0 espera dos tr\u00eas.<\/p>\n<p>Os pais de Chuyu haviam cumprido o contrato de um ano numa fazenda de caf\u00e9 e depois se mudaram para Alecrim. O local era conhecido como assentamento \u201cNikko\u201d, e estava a 500 metros de altitude, onde a produ\u00e7\u00e3o principal era o arroz. Havia 5 fam\u00edlias naquele assentamento, e quase todas vieram receb\u00ea-lo na chegada \u00e0 sua nova resid\u00eancia. Infelizmente, todos eles acabaram deixando o assentamento em dois anos. Como a fam\u00edlia Nakanishi era grande, seu pai foi cultivar em Ana Dias, enquanto ele e dois irm\u00e3os dirigiram-se para o interior de S\u00e3o Paulo, fixando resid\u00eancia em \u00c1gua da Cobra, localidade a 20 km de Mar\u00edlia, para onde se foram em 1936.<\/p>\n<p>Chuyu casou-se com Iriko Sasaki, que havia conhecido no navio, quando ela e a irm\u00e3zinha foram ouvir m\u00fasica no toca-discos, durante a viagem para o Brasil. Eles se reencontraram na regi\u00e3o de Mar\u00edlia por acaso.<\/p>\n<p><strong>Exportando bananas na Cooperativa Agr\u00edcola de Cotia<\/strong><\/p>\n<p>Em 1939, o pai de Chuyu adoeceu repentinamente, e como n\u00e3o havia m\u00e9dicos, foi levado ao \u00f3bito rapidamente. Como n\u00e3o poderia sobreviver com uma pequena planta\u00e7\u00e3o de banana, reuniu outros produtores e planejou fazer exporta\u00e7\u00e3o de banana. Primeiro, inscreveu-se como associado da Cooperativa Agr\u00edcola de Cotia, e se esfor\u00e7ou para ter o apoio de todos os produtores da linha Juqui\u00e1 de trem. Em 1945, a Cooperativa criou o setor de exporta\u00e7\u00e3o e Chuyu foi contratado como coordenador. Em 1949, o volume de exporta\u00e7\u00e3o havia crescido para 40 mil cachos, e o setor foi transferido para Santos. Em 1953 e 1954, a exporta\u00e7\u00e3o chegou a 100 mil cachos, e dentre as 50 empresas exportadoras do Brasil, a Cooperativa ocupava a primeira posi\u00e7\u00e3o em quantidade. Em 1957, resolveu deixar aquela cooperativa para se voltar \u00e0 sua propriedade, em Caraguatatuba.<\/p>\n<p>Hoje, uma bela cidade tur\u00edstica, na \u00e9poca era um local simples onde se cultivava banana. Em 1949, associados da Cooperativa haviam adquirido 2 mil hectares de terra nessa cidade, para desenvolver um assentamento e Chuyu Nakanishi foi o chefe de sua constru\u00e7\u00e3o. Gostou tanto do lugar, que acabou adquirindo um dos lotes no bairro de Getuba. No seu terreno, instalou melhorias, como uma pequena usina hidrel\u00e9trica, e plantou inicialmente banana.<\/p>\n<p><strong>A terr\u00edvel &#8220;tromba d&#8217;\u00e1gua&#8221; de Caraguatatuba em 1967<\/strong><\/p>\n<div id=\"attachment_504\" style=\"width: 474px\" class=\"wp-caption alignleft\"><a href=\"http:\/\/www.imigracaojaponesa.com.br\/wp-content\/uploads\/2016\/03\/caragua-catastrofe.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-504\" class=\"size-full wp-image-504\" src=\"http:\/\/www.imigracaojaponesa.com.br\/wp-content\/uploads\/2016\/03\/caragua-catastrofe.jpg\" alt=\"Caraguatatuba ap\u00f3s a enchente em 1967\" width=\"464\" height=\"201\" srcset=\"https:\/\/www.imigracaojaponesa.com.br\/wp-content\/uploads\/2016\/03\/caragua-catastrofe.jpg 911w, https:\/\/www.imigracaojaponesa.com.br\/wp-content\/uploads\/2016\/03\/caragua-catastrofe-300x130.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 464px) 100vw, 464px\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-504\" class=\"wp-caption-text\">Caraguatatuba ap\u00f3s a enchente em 1967<\/p><\/div>\n<p>Em fevereiro de 1967, a cidade de Caraguatatuba sofreu com o excesso de chuva que causou deslizamento dos morros, um fen\u00f4meno que ficou conhecido como \u201ctromba d\u2019\u00e1gua\u201d, que matou mais de 200 pessoas e deixou parte da pequena cidade desabrigada. Todos os caminhos para a cidade foram interrompidos e o fato ganhou manchetes de jornais, revistas, r\u00e1dio e TV. At\u00e9 o cantor Roberto Carlos e os m\u00fasicos do programa Jovem Guarda se mobilizaram, montando um pequeno palco na Rua da Consola\u00e7\u00e3o, no Centro de S\u00e3o Paulo, para arrecadar doa\u00e7\u00f5es de roupas e mantimentos.**<\/p>\n<p>O terreno de 40 hectares de Chuyu, onde ele cultivava maracuj\u00e1 e hortali\u00e7as tamb\u00e9m sofreu danos, perdeu a estrada, a ponte e a planta\u00e7\u00e3o. A cidade formou uma comiss\u00e3o de recupera\u00e7\u00e3o e Chuyu a presidiu por quatro anos, at\u00e9 a recupera\u00e7\u00e3o total da regi\u00e3o devastada.<\/p>\n<p>Chuyu Nakanishi foi tamb\u00e9m um l\u00edder dentro da coletividade nikkei, participando da funda\u00e7\u00e3o da Associa\u00e7\u00e3o Japonesa de \u00c1gua da Cobra, e daquela que se formou em Caraguatatuba, Ubatuba e S\u00e3o Sebasti\u00e3o.<br \/>\n<a href=\"http:\/\/www.imigracaojaponesa.com.br\/wp-content\/uploads\/2016\/03\/chuyu-nakanishi-otera.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignright size-full wp-image-502\" src=\"http:\/\/www.imigracaojaponesa.com.br\/wp-content\/uploads\/2016\/03\/chuyu-nakanishi-otera.jpg\" alt=\"chuyu nakanishi otera\" width=\"459\" height=\"303\" srcset=\"https:\/\/www.imigracaojaponesa.com.br\/wp-content\/uploads\/2016\/03\/chuyu-nakanishi-otera.jpg 850w, https:\/\/www.imigracaojaponesa.com.br\/wp-content\/uploads\/2016\/03\/chuyu-nakanishi-otera-300x198.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 459px) 100vw, 459px\" \/><\/a><\/p>\n<p>Apesar de ter prometido retornar ao Jap\u00e3o em 20 anos, Nakanishi s\u00f3 conseguiu concretizar o sonho mais de 40 anos depois, entretanto, voltou outras vezes para visitar sua terra natal e conseguir aux\u00edlio para a constru\u00e7\u00e3o da atual sede da Associa\u00e7\u00e3o da Prov\u00edncia de Ishikawa em S\u00e3o Paulo, inaugurada em 1995.<\/p>\n<p><strong>Como presidente da Associa\u00e7\u00e3o da Prov\u00edncia de Ishikawa do Brasil<\/strong><\/p>\n<p>Ele presidiu a entidade at\u00e9 1997 e tamb\u00e9m presidiu a Federa\u00e7\u00e3o das Prov\u00edncias Japonesas no Brasil (Kenren). <a href=\"http:\/\/www.imigracaojaponesa.com.br\/wp-content\/uploads\/2016\/03\/chuyu-nakanishi-2001.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-503 alignleft\" src=\"http:\/\/www.imigracaojaponesa.com.br\/wp-content\/uploads\/2016\/03\/chuyu-nakanishi-2001.jpg\" alt=\"chuyu nakanishi 2001\" width=\"184\" height=\"253\" srcset=\"https:\/\/www.imigracaojaponesa.com.br\/wp-content\/uploads\/2016\/03\/chuyu-nakanishi-2001.jpg 699w, https:\/\/www.imigracaojaponesa.com.br\/wp-content\/uploads\/2016\/03\/chuyu-nakanishi-2001-218x300.jpg 218w\" sizes=\"(max-width: 184px) 100vw, 184px\" \/><\/a>Foi amigo de Yoshito Mori, tamb\u00e9m de Ishikawa, que chegou a ser Primeiro Ministro e foi presidente do Comit\u00ea Ol\u00edmpico Japon\u00eas (Tokyo 2020), e de Yoichi Yamato, deputado federal. Ambos ajudaram Nakanishi a conseguir verba para a constru\u00e7\u00e3o da sede pr\u00f3pria da Associa\u00e7\u00e3o no Brasil.<\/p>\n<p>Em 2001, Chuyu viajou pela \u00faltima vez ao Jap\u00e3o. Em Abril de 2006, Chuyu Nakanishi recebeu a homenagem \u201cOrdem do Sol Nascente\u201d, do Imperador do Jap\u00e3o, documento este assinado pelo ent\u00e3o Primeiro Ministro Junichiro Koizumi. Ele faleceu em <span class=\"_5yl5\">24\/07\/2010<\/span>, faltando muito pouco para completar um s\u00e9culo de vida bem vivida.<\/p>\n<p>** Quem tiver interesse em entender o que foi a &#8220;tromba d\u00b4\u00e1gua&#8221; de Caraguatatuba, h\u00e1 um bom material com v\u00eddeo neste link da Tamoios News. <a href=\"https:\/\/tamoiosnews.com.br\/memoria\/ha-52-anos-atras-caragua-foi-palco-da-maior-catastrofe-natural-ocorrida-no-pais\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">https:\/\/tamoiosnews.com.br\/memoria\/ha-52-anos-atras-caragua-foi-palco-da-maior-catastrofe-natural-ocorrida-no-pais\/<\/a><\/p>\n<p><em><a href=\"http:\/\/www.imigracaojaponesa.com.br\/?page_id=245\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Francisco Noriyuki Sato<\/a>, formado em Jornalismo pela USP, autor dos livros Hist\u00f3ria do Jap\u00e3o em Mang\u00e1, Banzai \u2013 Hist\u00f3ria da Imigra\u00e7\u00e3o Japonesa no Brasil, entre outros, \u00e9 presidente da Abrademi e editor do site&nbsp;<a href=\"http:\/\/culturajaponesa.com.br\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">culturajaponesa.com.br<\/a>. Foi bolsista da JICA, em 2014, estudando na Universidade de Kanazawa, em Ishikawa, quando se encontrou com os familiares de Chuyu Nakanishi. Ali\u00e1s, Chuyu Nakanishi havia sido seu vizinho na sua inf\u00e2ncia em Caraguatatuba.<\/em><\/p>\n<p><em>Ministrou palestras em universidades e museus do Jap\u00e3o em 2016 e 2019. Desde 2017 ministra o Curso Completo de <a href=\"http:\/\/www.abrademi.com\/index.php\/historia-do-japao\/\">Hist\u00f3ria do Jap\u00e3o<\/a>, em S\u00e3o Paulo presencial e on-line.<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Nascido em 22 de setembro de 1910 na cidade de Iburihashi (hoje Kaga), prov\u00edncia de Ishikawa, sua fam\u00edlia possu\u00eda uma ind\u00fastria t\u00eaxtil, que havia falido, e seu pai resolveu migrar para o Brasil. Chuyu estava na casa do seu tio em Kobe, quando recebeu a not\u00edcia e voltou correndo para sua casa. Espantosamente, sua m\u00e3e <a href='https:\/\/www.imigracaojaponesa.com.br\/index.php\/chuyu-nakanishi\/' class='excerpt-more'>[&#8230;]<\/a><\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"ngg_post_thumbnail":0,"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[14],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.imigracaojaponesa.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/498"}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.imigracaojaponesa.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.imigracaojaponesa.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.imigracaojaponesa.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.imigracaojaponesa.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=498"}],"version-history":[{"count":8,"href":"https:\/\/www.imigracaojaponesa.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/498\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":701,"href":"https:\/\/www.imigracaojaponesa.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/498\/revisions\/701"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.imigracaojaponesa.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=498"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.imigracaojaponesa.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=498"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.imigracaojaponesa.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=498"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}